A taxa de câmbio que chegou a R$ 1,69 nos primeiros negócios, bate a cotação de R$ 1,74 nesta segunda-feira



Durou poucas horas o entusiasmo dos investidores com o pacote americano para salvar as gigantes do setor hipotecário Freddie Mac e Fannie Mae. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) inverteu a tendência de abertura e passa a cair mais de 1%. A taxa de câmbio que chegou a R$ 1,69 nos primeiros negócios, bate a cotação de R$ 1,74 nesta segunda-feira.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, sofre perdas de 1,53% e cai para 51.143 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,78 bilhões.
No front doméstico, profissionais de corretoras afirmam que ainda permanece a venda de ações por parte de investidores estrangeiros, que tiraram mais de R$ 17 bilhões nos três meses anteriores, com uma recuperação ainda incipiente nos primeiros dias de setembro.
Economistas também começaram a circular as primeiras ressalvas ao pacote do governo federal dos EUA. Uns viram a intervenção federal nas empresas de hipoteca como um "ato de desespero" das autoridades dos EUA. Outros ressaltaram a dimensão global da crise econômica. "Alguém precisa lembrar que a crise de crédito é global. (...) Muito da solução dessa crise jaz além da responsabilidade do Tesouro [dos EUA] e do Fed [o banco central americano]", comentou o economista do banco Merrill Lynch, Richard Bernstein.
O dólar comercial é cotado a R$ 1,738 na venda, o que representa um acréscimo de 1,04% sobre a taxa de ontem. A taxa de risco-país marca 252 pontos, em retração de 3,07%.
Na Europa, as principais Bolsas de Valores fecharam com fortes altas: em Londres, o índice FTSE valorizou 3,73%; enquanto em Frankfurt, o Dax teve avanço de 2,22%. Em Nova York, a Bolsa local ganha 1,31%.
Ontem, o Tesouro dos EUA anunciou uma intervenção federal nas empresas Freddie Mac e a Fannie Mae, duas das maiores empresas de financiamento imobiliário desse país, e que foram profundamente afetadas pela recente crise dos créditos "subprime". O governo dos EUA também declarou a disposição de injetar US$ 100 bilhões em cada uma.
Na sexta-feira, rumores de mercado já davam conta de que o governo federal dos EUA agiria, de alguma forma, para impedir a quebra das duas empresas, responsáveis por quase a metade dos US$ 12 trilhões em empréstimos para a habitação nos EUA.
Entre as principais notícias do dia, o boletim Focus, do Banco Central, mostrou que a maioria dos economistas de bancos e corretoras projeta um aumento da taxa Selic de 13% para 13,75% na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) desta semana.
O IGP-DI apontou deflação de 0,38%, segundo pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas). Em julho, o mesmo indicador havia apontado alta de 1,12%. O mercado financeiro projetava deflação de 0,35% para o mês passado.

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