Uma das primeiras a sair da prova de vestibular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) neste domingo (14), a jovem Jessika Evelyn, de 17 anos, fez o exame em menos de duas horas: “A prova não estava difícil, era só prestar atenção”. Ela pretende fazer biologia e, mesmo sabendo da manifestação do grupo de alunos que ocupam a universidade, quer estudar na Uerj.
Diferentemente de Jessika, a candidata Elaine de Mello não estava tão tranqüila antes da prova: “Me assustou um pouco essa ocupação dos alunos, tive medo de ter alguma confusão, mas ainda bem que foi tudo calmo”.
Ela presta exame para nutrição e acha que os manifestantes estão certos em parte: “Eles não deveriam agir com os vestibulandos que querem estudar nessa universidade.”
Apoio ao protesto
A saída dos vestibulandos aumentou a partir das 11h30. Augusto Nogueira, de 30 anos, é editor de vídeo em cinema e está tentando mudar de carreira. Ele quer cursar enfermagem. Com relação ao protesto dos alunos da Uerj, disse não ter tido tempo para se informar sobre o assunto, mas deu sua opinião: “Acho que tem um pouco de exagero, mas acho que eles estão certos”.
Outro que achou o clima tranqüilo e não se preocupou com os protestos foi o jovem Marco Antônio, de 19 anos. Ele pretende cursar pedagogia e achou a prova fácil para quem se preparou. “Não tive receios de enfrentar problemas com os alunos acampados, acho que estava tudo bem controlado”.
Apesar de concordar com as reivindicações dos alunos da Uerj, Marco Antônio disse ter recebido uma carta distribuída pelos manifestantes momentos antes da prova, mas não teve curiosidade de ler. “Muita gente só fala, eles pelo menos estão agindo”.
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